17.7.09

Foi bom ir. É bom estar de volta.

Nesses 15 dias, relaxei a necessidade de ter o suposto controle de tudo. Essa idéia é mesmo equivocada. Não temos mesmo controle de nada...

Me senti em casa em Lisboa. Dessa vez tinham sardinhas vitaminadas, marchas e manjericos pá Sto António. Tomei muito refresco nos quiosques. Comemos morangos no Museu do Oriente (ela gosta da Kali, eu da Durga). Tomamos chá com os camaradas. Passeamos pela Graça/Estrella D'Ouro. Assistimos ao Camané no CCB. Partimos para a autoestrada.
A relaçao com as distancias é qualquer coisa que coloca maluca uma brasileira. Subimos atééééé o Porto, lá no Norte... 300km. E nestes 300km são 3 grandes rios (tejo, mondego e douro), 3 climas peculiares, 3 sotaques e 3 fados próprios! : )

Nos perdemos nas ruelas de Coimbra e nos detalhes das ruínas de Conímbriga. Me senti intrusa na Universidade e na "Vivlioteca" Joanina. Me senti acolhida no Alfarrabista Miguel, e no Zé Manel dos Ossos. Ouvimos o fado de Coimbra à Capela.

Nos aventuramos para chegar até a pousada e recebemos muitas instruções do pessoal do Porto ("bá em frente e na proxima rotunda bire a direita"). Vimos o sol se por sob o Douro. Nos decepcionamos no Serralves. Nos deliciamos comendo pinhões colhidos no Pq da Pasteleira. Caminhamos conversando ao pé do Douro durante mais de 2 horas. Fui na livraria Lello e lá comprei sabonetes. Uma pena a exposiçao de bordados de Viana não ter aberto. Me surpreendi com a quantidade de palavrões que cabem na boca de uma idosa do Porto.

Voltamos a Lx e fomos a Lx Factory. Concordo com a opinião do camarada quanto a organização da Ler Devagar (e eu não tinha 5 dias pra esperar pelo preço). A cantina é gira e o pão do forno a lenha é delicioso, recomendo. Participei de um pedipaper do atrium. O atrium (que já tem mais de 25 anos) é um grupo de amigos que fazem programas culturais. Uma idéia para se tentar por aqui. O pedipaper era sobre arvores do Jardim da Estrela e do Parque do Principe Real e conhecimento gerais. Dei prejuizo a equipe, pois só sabia responder a duas perguntas (uma relativa ao Brasil e outra sobre a America do Sul), mas minha equipe era boa! Almoçamos ao Lavrador. Fomos nos refrescar no jardim do Gulbenkian, pois o calor estava mesmo insuportável.

Pegamos novamente a estrada. Passeamos pelo Palácio e pelo Convento de Mafra (a exposiçao temporária vale a pena). Entendi por que o local chamou a atenção do Saramago. Em Sintra, continuamos num passeio pela Quinta da Regaleira. Aquele lugar é o delírio de um ricaço. Os pés já davam sinais de cansaço, portanto não fomos até o Poço Imperfeito, prefirimos ficar só no perfeitinho mesmo...

Mais uma vez em Lx, passeamos no Mosteiro dos Jerônimos. E aos Pastéis de Belém. Fomos às compras na Baixa e Chiado. Assim, tudo bem calmamente mesmo, de férias. Deu tempo de ir ao Franco Gravador, à Pollux (tudo que uma mulher precisa pra casa, num único lugar!), às Ginjas e à Camper...

Todos esses passeios foram regados a muitas conversas, que sempre é o maior ganho dessas viagens. Mas dessas conversas não conto. Isso é coisa que só diz respeito a duas escorpianas. ; )

É uma pena... a gente tem de voltar a casa. Voltar ao trabalho... e ficar sonhando com as próximas férias.

4 comentários:

Jorge Moniz disse...

Uma visita guiada com um bom guia na Regaleira é algo de repetir, com todas as possíveis interpretações místicas para os delírios do cavalheiro.

bárbara disse...

Uma das memórias mais fortes destas férias é o manjar de pinhões na varanda da pousada, no Porto… E outra é a conversa pela margem do Douro.

Um beijo grande.

Pedroaz disse...

simone wicca? desculpa fazer essa pergunta por aqui, mas não consegui achar nenhuma outra forma de contato. entrei no site do sesc pompéia, vi o curso de fotografia, verifiquei o nome da orientadora e, bem, se for você a simone wicca, posso lhe fazer algumas perguntas sobre o curso? caso queira, meu email é: pedro.henrique.mazzaro@gmail.com

muito obrigado e desculpe a invasão.

Bossa Nova disse...

Tempos que não venho por aqui, quanta coisa nova para ler/ver :) Seus relatos de Portugal me dão muita vontade de conhecer o país. E café? Nunca mais? Beijo!