23.6.08

# ontem eu revi aquele filme. tentei olhá-lo com bons olhos, mas continuo achando que desmontam o argumento do filme na primeira tomada, quando ele diz que "se contasse se eles se encontraram em viena estragaria a estória". ora, pois não foi isso o que eles fizeram ao montar uma continuação de um filme tão bom?

# achava que essa música era alegrinha, até entender direito a letra.

# mas eu gosto dela mesmo assim...

# estava lendo uma texto bonito do contardo... sobre um livro igualmente lindo.

# a tv estava ligada para a casa não ficar tão silenciosa. a banheira esquentava a água do banho. no microondas aquecia o jantar e no liquidificador pulavam as carambolas. puf. de repente, tudo ficou escuro. fiquei paralisada por um instante. olhei pela janela e estava claro lá fora.

# um disjuntor queimado e várias tomadas e lâmpadas que não acendem na casa.

# nem tem como não ler metaforicamente essa cena...

24.5.08

veste kimono

inspirada pela exposição do pierre verger e do bernard descamps, mais a visita à liberdade e o solzinho do fim de tarde, fiz um pequeno ensaio fotográfico para oferecer para minha mãe.

mais fotos aqui.

20.5.08

a internet é mesmo uma coisa fantástica...
hoje me deu vontade de reassistir um clip de há muitos anos atrás...
só que eu não lembrava o nome nem da cantora, nem da música.
só tinha na memória as cenas de desconstrução, os olhos da cantora (lembrava até que ela vestia uma camiseta com um dragão estampado)... e 3 palavras em inglês (sendo que uma estava errada!):
PERFECT
SKY
STORMS (na verdade TORN... nome da música).

achei e vi o clip...

29.4.08

# várias dúvidas não fazem uma certeza.

# plantou vento para ver se colhia tempestade...

# algumas certezas desfazem uma dúvida.

# esse aqui me deu vontade de comer torta de blueberry... e de também atravessar a rua.

# esse outro me deu vontade de levar um aspirador para passear...

# pra dançar créu tem que ter disposição...

# no final do domingo da virada eu estava tão cansada, tão cansada que estava meio "bêbada de sono", rindo sozinha e sem motivo.

# os outros time lapses estão aqui. e já que estou botando link, aproveita e vê esse daqui também, que apesar de ser de algum tempo atrás, também é muito bom e tem a mesma idéia de animação a partir de fotografias. adoro.

# segue a trilhazinha do filme, pra sonorizar o post:


27.4.08

Time-lapse na Virada Cultural

das 6h às 9h da manhã estivemos fotografando no alto do conjunto esportivo do sesc pompéia. a proposta era fazermos fotografias da mesma cena com intervalos de 10s entre elas. não me contive e quis fazer alguns movimentos de câmera. o resultado foi um making of do curso. clique no play e confira!

* teve até cobertura do programa vitrine. estamos cada vez mais chiques. rs

up date:

# video agora sonorizado pelo meu irmão.

# a oficina foi coberta pelo vitrine e foi ao ar hoje (04/05) às 20h; reprise na terça (06/05) também às 20h. eles me creditaram como aluna e eu estava trabalhando (acompanhando e registrando a atividade)... enfins... tomara que eu não perca o emprego por conta disso... rs.

20.4.08

8.4.08

um dia uma vizinha viu meu irmão bebê e pediu se podia brincar com ele e levá-lo para passear. quando ele voltou, tinha nas mãos muitos sequilhos de nata. como o danadinho tinha gostado do doce, a vizinha entregou junto com o bebê a receita. durante muitos anos vi minha mãe guardar nata. ela fervia o leite, retirava com cuidado a nata de cima, colocava num pote e guardava no congelador. fazia isso por semanas, lembro até de um "contra-bandos" de nata da avó, que também juntava diariamente. o leite era bem mais gordo na minha infância, hoje em dia, só desnatado. minha mãe fazia desses sequilhos. está na minha memória afetiva a paciência dela apertando com o garfo cada uma das bolinhas fazendo um # no meio. quando soube que no supermercado novo tinha nata para comprar, logo lembrei desses biscoitinhos. munida de um pote de natas, hoje liguei para ela. peguei a receita com a mãe, que aproveitou pra contar de onde surgiu essa receita que repetiu durante anos.

# 350g de nata (um pote)

# 1 medida (o pote da nata) de açúcar

# 1 ovo

# 1 colher (chá) de fermento em pó

# maizena até dar ponto de enrolar (calcule por volta de 500g)

cuidado para não assar muito.

26.3.08

por conta desse post do gui maranhão, fui ver into the wild. não sei se porque eu já estava abalada por vários ocorridos (entre eles, também o do post do 19.03), e inclusive o da ida até o cinema... o ônibus que eu estava atropelou um motoqueiro, o que me fez pensar nesses valores nossos. o motoboy que se arrisca diariamente para se sustentar... um pequeno deslize, e vai pra debaixo do ônibus. fora o mundo polido das aparências no qual vivemos. e a responsabilidade e influência que as atitudes de nossos pais para conosco (na maioria da vezes impensada) têm nas nossas escolhas, vícios e defesas inconscientes.
quebrar com os valores dessa sociedade maluca na qual vivemos atualmente já deve ter passado pela cabeça da maioria daqueles que tem um mínimo de bom senso.




esse filme me pertubou bastante. talvez por que o deslize que ele cometeu também não foi grande (perto de tudo o que aprendeu no caminho). talvez pela impossibilidade de "voltar à casa". mas talvez ainda mais ao perceber que justiça não tenha nada a ver com isso.

19.3.08

uma amiga foi agredida hoje. apesar de sermos bons em tirar partido das situações bizarras que nos ocorrem no dia a dia, dessa vez eu preferi não brincar com isso. além de cuidarmos de nossa própria sanidade, percebo como a cada dia estamos mais expostos à loucura alheia. é o cara que dá meia volta na castelo e bate em todo mundo, ou a mãe violenta que foi buscar o filho hoje aos gritos. gente surtando. tenho pena de não ter chegado antes no trabalho. reconheço um doente facilmente, teria chamado a segurança no primeiro momento. ela não. tentou conter uma bipolar e levou uns socos. doeu. doeu ver como estamos expostos.

13.3.08

essa semana começaram as aulas dos cursos regulares. estava particularmente ansiosa com a turma do curso "fotografia - básico". foi a primeira vez que a maioria dos alunos inscritos não tinham idéia do que era uma "câmera reflex 35mm com ajustes manuais", pré-requisito para fazer esse curso. vamos pular a parte que eu sempre relato sobre minha ansiedade em relação ao primeiro dia de aula...


explicado o que era a tal da reflex 35mm, fui indagada sobre a utilidade que essa câmera teria futuramente "uma vez que os filmes estão sumindo do mercado" (segundo a aluna). primeiro, os filmes ainda existem. não sumiram completamente. inclusive, com a queda do monopólio da kodak, começaram a surgir muitas outras marcas que anteriormente não chegavam ao brasil. não entramos no mérito de qual câmera era melhor/pior, filme ou digital, compacta ou reflex. e nisso eu acabo tendo o respeito dos alunos, já que sou da opinião de que uma lata ou uma caixa de fósforos pode gerar boas imagens. é tudo uma questão de vantagens e desvantagens...


mas eu tinha de responder à pergunta da aluna. e para tanto, eu abri um parêntese com um fato ocorrido comigo na segunda feira.


tinha uma cybershot que comprei há quatro anos. o display de pifou. recebi a triste notícia de que ficaria mais caro arrumar do que comprar outra. enrolei mais de 3 meses para repor essa câmera. no dia da compra, me perguntaram se eu estava contente com a aquisição. respondi que na verdade, eu estava com ódio. se eu tivesse comprado uma reflex 35mm naquela ocasião (4 anos atrás), e ela tivesse um defeito hoje, eu mandaria arrumar. com a tecnologia digital eu gerei lixo eletrônico. de qualquer modo, comprei uma câmera que era similar àquela de 2004 e poderia utilizar o cartão de memória da anterior. qual não foi minha surpresa quando descobri que não só o cartão tinha mudado de formato, quanto o cabo que a ligava ao micro também... fiquei com um pouco mais de raiva ainda. se eu trocasse de câmera reflex 35mm hoje, continuaria usando o mesmo filme de antes... não sei mais quanto tempo teremos fabricação de filmes 35mm, há quatro anos já diziam que o filme iria acabar...



enfins... o que mudou:

mais leve, display maior, não tem visor direto (!!!!), antes 3. 2, hoje 7.2megapixels, antes memory stick pro (256mega era a maior capacidade que tinha), hoje memory stick duo (2giga é a maior capacidade), o cabo que liga a câmera ao micro é menor do que o anterior, mas ambos usam porta usb.

quem de nós tera a câmera mais obsoleta daqui a 4 anos?

só o tempo dirá...